São Paulo ganhará um dos maiores centros de esportes radicais da América Latina



Os praticantes de esportes radicais da cidade de São Paulo ganharão nas próximas semanas um espaço específico com equipamentos de primeiro nível para desenvolver manobras e superar obstáculos. Até o fim do primeiro trimestre, a Prefeitura de São Paulo irá entregar para a população o Centro de Esportes Radicais, um dos maiores da América Latina, que contará com circuitos e pistas voltadas para a prática de skate, bike BMX, patins inline, patinete e Parkour.

O equipamento público, que tem investimento estimado em R$ 13,4 milhões, contará ainda com ciclovias, pista de caminhada, área para shows e playground, em local de fácil acesso, na Marginal Tietê, se tornando mais um espaço de lazer e diversão para os paulistanos. O local se soma a áreas como o Clube Esportivo Tietê e o Parque Chácara do Jockey, também alvos de ação da atual gestão.

O Centro de Esportes Radicais ocupa uma área de 38 mil m²  e terá acesso gratuito para cidadãos. “Os esportes radicais cresceram em todo o País, em especial, com os títulos conquistados por grandes atletas, e uma cidade da grandeza de São Paulo merecia um lugar adequado para não só atender os profissionais que são da cidade –e são muitos–, mas também fomentar o surgimento de futuros campeões”, afirmou o coordenador de esportes radicais da Coordenadoria de Gestão das Políticas e Programas de Esporte e Lazer, da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (SEME), Carlos Preto.

Todo o planejamento das pistas contou com apoio e envolvimento de atletas profissionais, que pensaram nos circuitos e até ajudaram na construção. As obras foram iniciadas no fim de julho do ano passado. Antes, o terreno abrigava barracões de duas escolas de samba, que não poderiam ocupar mais o espaço.



Pump track
Um dos destaques do Centro de Esportes Radiciais é o circuito de Pump track, pista com início, meio, mas nunca um fim, onde o frequentador anda "bombeando", sem impulsionar, apenas ganhando velocidade na medida em que passa pelos obstáculos. Por ter piso asfáltico, uma novidade de São Paulo, o espaço pode ser utilizado pelas modalidades de skate, Bike BMX, patins inline e patinete.

“Não pensamos em criar algo unicamente profissional. Tudo foi pensado para ser um espaço democrático. No Pump track, temos níveis, e o primeiro nível fica ao lado do playground, para que a criança veja, se interesse e progrida. Não só elas, mas os adultos. Como está pensado, esse espaço não será importante só para a prática, mas para a revolução do nosso esporte”, disse o atleta de BMX Blue Hebert, que está construindo uma das pistas do centro.

No Centro de Esportes Radicais, a pista foi planejada para atender pessoas de qualquer idade e também de diferentes tipos físicos, onde é possível circular não somente colado ao chão, mas saltando um ou outro obstáculo, em três níveis: iniciante (com 100 metros lineares, para praticantes que nunca andaram em um Pumptrack, no qual se conhece os movimentos e embalos do equipamento, intermediário (com 130 metros lineares, voltada para praticantes que já dominaram os movimentos de embalo e curvas do nível iniciante) e avançado (com 220 metros lineares, para atletas que já dominaram os movimentos de embalo e curvas do nível intermediário). Em todo esse circuito será obrigatório o uso de capacetes, e orienta-se o uso dos outros equipamentos de segurança, como joelheira, cotoveleira e proteção de punho.

“São Paulo tem uma grande ausência e falta de espaços para a prática de esportes urbanos e, por isso, locais como a Praça Roosevelt foram invadidos e teve de ser repensada para servir de pista de skate. O centro será importante, porque as pessoas se sentirão à vontade para começar no esporte e não ser desestimulado porque se machucou ou porque é difícil. Isso irá mudar o esporte aqui na cidade”, acrescentou Blue Hebert, que há 21 anos é atleta de BMX.

Parkour e skate
Com uma área de 650 m², o circuito de Parkour do Centro de Esportes Radicais contará com uma série de obstáculos horizontais e verticais de diferentes níveis, para que o praticante os transponha utilizando apenas o corpo, com técnicas de corrida, salto, equilíbrio e escalada.

O centro ainda apresentará uma pista de skate com 480 m², chamada “Mini-Ramp”, que é um equipamento em formato de “U”, voltado para pratica da modalidade Vertical. O espaço poderá ainda ser utilizado pelas modalidades de skate, BMX e Inline, com foco para crianças de até 12 anos.

Fotos
Crédito: Fernando Pereira/SECOM
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Fonte: Secretaria Executiva de Comunicação

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